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Dicas para viajar neste natal sem engordar

Você vai viajar nas férias de dezembro e está morrendo de medo de engordar?  Com um pouco de planejamento e muita força de vontade, eu garanto que você pode evitar qualquer ganho de peso. Sempre que eu viajo, eu trago 6 itens que me ajudam a manter a dieta. Então aqui segue a lista das coisas que eu sempre quando viajo para manter as gordurinhas bem longe:

  1. Liquidificador Portátil Nutri-Ninja: Eu nunca viajo sem um liquidificador portátil, a não ser que eu tenha certeza de que haverá um restaurante vegano perto do meu hotel. Eu trago um liquidificador portátil que apesar de pequeno é bastante poderoso. Ele tem 900 watts de potência - um Vitamix tem cerca de 1500 watts. Este liquidificador é tão poderoso que ele provavelmente poderia substituir o seu liquidificador em casa. Ele faz batidos verdes bem gostosos na parte da manhã, até mesmo quando os ingredientes incluem vegetais fibrosos. Há algumas semanas atrás eu fui a um retiro de yoga e trouxe o meu. De manhã, ao invés de me encher de comidas açucaradas, eu fazia um batido verde com as folhas verdes e as bananas que guardava do jantar da noite anterior. Aliás, é bom lembrar de trazer saquinhos de plástico com fecho para recolher verduras e frutas do buffet do seu hotel ou de um restaurante e deixar na geladeira do quarto para uso posterior. Quando você reservar o seu hotel, solicite uma geladeira. 
  2. Superfoods pré-embaladas: Como eu disse antes planejamento é fundamental para manter a forma durante viagens. É importante trazer alimentos que vão nutrir o seu corpo e evitar a vontade de comer doces e nada melhor do que um batido verde com superfoods.  No entanto é um saco trazer todas as embalagens de superfoods que você tem em casa. Então, o que você deve fazer? Utilize sacos ziploc pequenos para pré-embalar todos os "aditivos" do seu batido verde. Eu preparo um saco por dia de viagem, daí mesmo que eu não encontre folhas verdes para fazer meu batido verde,  posso simplesmente bater uma banana (que está disponível em qualquer lugar) com o conteúdo dos meus saquinhos. Eu costumo trazer saquinhos de suplemento verde crú (link embaixo), maca (link na parte inferior da página), e sementes de hemp (link na parte inferior da página). Ao alimentar o meu corpo com alimentos de alto valor nutritivo, eu afasto a vontade de comer besteiras.
  3. Shots de viagem: Todas as manhãs eu bebo um litro de água e depois tomo um suco concentrado de gengibre ou de wheatgrass (em inglês esse suco concentrado se chama shot). No entanto, encontrar esse shot quando eu viajo, tem sido bem difícil. A solução é trazer suco de wheatgrass em pó. Esse suco em pó não é tão eficaz como o suco feito em casa, mas me ajuda a manter a rotina parecida com a de casa - e consistência é fundamental para manter um estilo de vida saudável. 
  4. Sementes de Hemp: Eu amo essas sementinhas! Sério, as sementes de hemp transformam qualquer comida em uma potência nutricional. Às vezes, ao viajarmos fica difícil achar uma refeição saudável e plant-based. Então eu trago minhas sementes de hemp e as adiciono aos meus pratos. Eu compro as sementes da marca Manitoba Harvest (link abaixo). A hemp é a semente mais nutritiva do mundo e é uma proteína completa. Ela tem um perfil nutricional equilibrado com um bom número de proteínas, gorduras essenciais, enzimas, vitaminas e com baixo teor de açúcar, amidos e gorduras saturadas. A adição dessas sementes nas saladas, sopas e refeições mantém-me saciada por um bom tempo e não deixa eu comer besteiras.
  5. Acessórios: Você deve sempre levar talheres reutilizáveis e uma caneca ou garrafa de água. Estes acessórios serão essenciais para criar e beber seus smoothies, assim como te manter hidratado durante todo o dia. Eu amo os talheres de bambu da marca to go ware e eu tenho um conjunto como o da foto (link abaixo). Você poderia usar talheres de plástico - mas quem quer estragar o meio ambiente?
  6. Coisas gostosas, mas saudáveis: Você já provou a manteiga de amêndoas  achocolatada da marca Justin's? Se você ainda não provou, ela é tão gostosa que talvez nem deva provar pois é difícil parar de comê-la. Mas, se você tem auto-controle o suficiente esses pacotes da manteiga de amêndoas servem como um meio de comer algo bem delicioso antes de dormir sem engordar. Eu gosto de comer uma coisa doce e gostosa antes de dormir e ponho a manteiga de amêndoas diretamente em uma banana. É delicioso e saudável. Se você não conseguir fazer um batido verde ou não quer levar o seu liquidificador portátil, você pode comer a banana com manteiga de amêndoas no café da manhã. 

Espero que as dicas sejam úteis para a sua próxima viagem. A consistência é importante para manter o nosso corpo saudável, mas também lembre-se de desfrutar da sua viagem e conhecer um pouco da culinária local! Tome um dia para experimentar as delícias do país e da cidade  que você for visitar... Até porque você poderá queimar as calorias mais tarde;)

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Será que a yoga pode te preparar para enfrentar o caminho inca?

Eu quis treinar e preparar-me para enfrentar o caminho inca. Era o sonho de infância do meu filho e eu não queria decepcioná-lo. Mas, com os inúmeros afazeres que tinha como, dar aula de yoga, construir minha casa, acordar às 5 da manhã para levar meu filho para a escola e ainda uma bebê, não dava nem para pensar na possibilidade de preparar-me para uma trilha. 

 

Assim, no final, me deparei com um dilema: Será que a yoga que pratico diariamente me prepararia para enfrentar os  42 quilômetros esgotantes do caminho Inca? É importante lembrar que a prática de yoga a que me refiro neste artigo é composta de um treino diário, seis dias semanais, no estilo 'Ashtanga'.  Eu estudei yoga neste estilo por dois anos antes da minha viagem. 

Para quem não sabe o que é o estilo 'Ashtanga', ela é uma prática de yoga árdua desenvolvida por Sri K. Pattabhi Jois, baseada em um antigo texto chamado 'Yoga Kornuta'. É composta de 6 séries que são introduzidas ao aluno pouco a pouco, somente após o aluno tornar-se proficiente nas poses iniciais. Quando eu fui à trilha inca, eu estava praticando a série primária de 'Ashtanga Yoga'.

Então, voltando à minha pergunta inicial: Será que a 'Ashtanga Yoga' poderia me preparar para fazer o caminho inca? Aqui segue o meu dia-a-dia explicando as maneiras pelas quais minha prática diária preparou meu corpo para a trilha.

Dia 1: Como fizemos esta viagem durante um feriado de uma semana que meu filho teve da escola, só tivemos um dia em Cusco para nos aclimatarmos. Essa foi uma idéia terrível e tornou a caminhada ainda mais difícil. Eu subestimei meu processo de aclimatação achando que não encontraria dificuldades pelo fato de já ter ido esquiar no Colorado, um lugar alto, e nunca ter tido problema. Acontece que Cusco é mais alto que o Colorado e essa pequena diferença afetou muito o meu corpo. Mesmo o primeiro dia começando com um terreno mais fácil, foi, para mim, de longe o mais difícil de todos por causa do ar rarefeito. Muitas vezes eu me senti sem ar durante a caminhada, e tive que concentrar na minha respiração. Instintivamente, copiando minha prática de yoga, eu comecei a inspirar profundamente e a exalar todo o ar para que eu pudesse trazer novo oxigênio. Este pequeno exercício de respiração me ajudou conseguir terminar a caminhada daquele dia. Depois de ver lugares lindíssimos no primeiro dia de caminhada e experimentar Chicha (cerveja de milho) pela primeira vez, dormimos perto da casa de um morador local com o céu mais estrelado que eu já tinha visto.


Dia 2: Se você estiver fazendo o caminho Inca clássico, o segundo dia é supostamente o dia mais difícil. São 7 horas de subida nos Andes até a passagem da mulher morta. Essa subida é seguida de 1 hora de descida até o acampamento. Apesar de ser o dia mais difícil, o meu corpo começou a aclimatar então eu só senti uma leve dor de cabeça ao atingir a passagem da mulher morta (o ponto mais alto daquele dia). Eu acho que a minha prática de 'pranayama' (exercícios respiratórios) do dia anterior aumentou a quantidade de oxigênio no meu sangue ajudando a atenuar os efeitos da altitude. Assim que passamos pela passagem da mulher morta, uma chuva torrencial começou. Isso coincidiu com o início da parte em declive do dia. Ou seja, eu escorreguei nas pedras e caí umas 3 ou 4 vezes. Graças à minha flexibilidade, a qual ganhei com a prática diária da ashtanga, as quedas não me causaram quaisquer danos. A noite, nós acampamos e tivemos um contratempo. Eu acordei com um cara quase em cima de mim mexendo nas nossas coisas. Eu comecei a gritar muito alto. Acordei o meu filho e as pessoas nas barracas que estavam conosco. O homem fugiu. Meu filho e eu ficamos agitados o resto da noite e não conseguíamos dormir. Tentando acalmá-lo, eu lhe ensinei o 'Vishama-vritti', ou respiração desigual. Depois fizemos uma meditação curta. Sei que ele acabou dormindo como um bebê. Foi como mágica. Eu tentei fazer o mesmo, mas só consegui dormir um pouquinho. O medo era muito grande de algo mais acontecer.

Dia 3: No terceiro dia, todo mundo estava reclamando de dores no corpo. No entanto, eu estava me sentindo ótima, apesar de não ter dormido bem na noite anterior. Normalmente, nossos músculos ficam doloridos quando são desafiados com uma atividade mais extenuante do que estão acostumados. Creio que a minha prática de yoga preparou os meus músculos para enfrentar os 42km sem sentir dores musculares. Apesar de tentarmos manter a calma e ficar mais uma noite com o nosso grupo, eu e meu filho decidimos caminhar os 20 km restantes da trilha no mesmo dia para ficarmos num hotel ao invés de um acampamento. Ou seja, com isso tivemos que fazer mais 6 horas de caminhada em declive, colocando nossos joelhos à prova. No final do dia, Gabriel e eu estávamos super cansados. No entanto, ficamos felizes pois tínhamos conseguido chegar na 'civilização' e passar a noite com segurança. No final das contas, caminhamos o caminho inca inteiro em apenas 3 dias! Terminamos o dia com uma massagem peruana incrível e uma ducha quente!


Dia 4: No dia seguinte, tomamos um ônibus para Machu Pichu para encontrar nosso grupo que tinha caminhado para lá naquela manhã. Machu Picchu foi uma dos lugares mais incríveis e mágicos que eu já tinha visto. Depois de explorar o local, meu filho e eu apenas nos sentamos, fechamos os olhos e imaginamos como deve ter sido viver no ápice da civilização inca.

Veredito final: A minha prática diária de ioga no estilo da Ashtanga preparou o meu corpo para mais do que apenas enfrentar fisicamente a trilha inca. Ela também me deu habilidades para lidar com os desafios e problemas que encontrei. Eu utilizei técnicas de pranayama para me habituar com a altitude e me ajudar a manter a calma no meio do caos. Mesmo sem treinamento cardiovascular formal, tive a resistência e a aptidão necessárias para concluir os 42 km em 3 dias (um dia a menos do que o normal). Meus músculos não ficaram doloridos, apesar enfrentar 7 horas de subida em um mesmo dia. Sempre ouvi dizer que a Ashtanga é também um exercício cardiovascular, mas confesso que fiquei extremamente surpresa em como ela preparou o meu corpo para enfrentar uma tarefa tão árdua. Depois de usar o pranayama, meditação e resistência muscular na trilha posso atestar que 6 dias semanais de ashtanga preparam você para o desafio do caminho inca